Um delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), cuja identidade não foi revelada, é, segundo a Polícia Federal (PF), um dos servidores das forças de segurança que apoiavam o grupo ultraviolento ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), alvo de operação nesta quarta-feira (4/11).
Alvo da ação policial batizada de Ifrit, ele é suspeito de usar o cargo para desviar drogas apreendidas em ocorrências policiais e repassá-las aos criminosos. O delegado figura no centro de uma investigação que apura o desvio de duas toneladas de cocaína apreendidas, avaliadas em aproximadamente R$ 15 milhões.
De acordo com os levantamentos feitos pela corporação, a droga desviada era substituída por cocaína adulterada antes de ser encaminhada para destruição. O grupo então ficava com o entorpecente original, que era comercializado internacionalmente.
Há indícios de que a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos.
