Uma nova brecha de segurança no Smart Sampa expôs imagens de 17 mil câmeras de empresas parceiras da Prefeitura de São Paulo, reportou o UOL nesta terça-feira (3). Desta vez, o problema estava relacionado ao código-fonte de um site ligado à Sentinelx, empresa responsável pela plataforma tecnológica do sistema de monitoramento. Questionada, a administração municipal negou que os links das transmissões estivessem disponíveis publicamente.
Esta é a segunda exposição de grande escala identificada no Smart Sampa em menos de um mês. Em 20 de outubro, o UOL havia revelado outra vulnerabilidade que permitia acessar imagens de 58 mil câmeras do sistema de vigilância.
Na nova investigação, o veículo conseguiu acessar, durante cinco dias, transmissões de câmeras hospedadas pela Monuv, provedora de serviços de nuvem para sistemas de segurança. Os links deixaram de funcionar na sexta-feira (30), um dia depois de o UOL questionar a Prefeitura, a Sentinelx e a Monuv sobre o problema.
Segundo a reportagem, o acesso às transmissões não exigia senha ou qualquer outra credencial. Entre as imagens disponíveis estavam registros ao vivo de ruas onde ficam as residências de autoridades e pessoas públicas, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e os ex-presidentes Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.
