O dólar operava em baixa nos primeiros negócios no mercado à vista na manhã desta quarta-feira (4), em movimento alinhado ao enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. A queda também era influenciada por ajuste de posições e realização de lucros, depois de três sessões seguidas de alta no mercado doméstico.
Às 9h13, o dólar à vista atingia máxima de R$ 5,4703, com recuo de 0,31%. Na véspera, a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,4872, no maior nível desde outubro de 2008.
No cenário externo, o mercado reagia à vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato para a Câmara e o Senado dos Estados Unidos. Investidores também acompanhavam os desdobramentos políticos em Washington e os possíveis efeitos sobre a condução da agenda do presidente Donald Trump.
O petróleo passou a cair no exterior, com o Brent abaixo de US$ 102 e o WTI próximo de US$ 95, após duas sessões de baixa. Esse movimento reduzia parte do suporte ao real.
Analistas do ING afirmaram que, se as eleições nos Estados Unidos transcorrerem sem nova escalada militar nem acordo diplomático, o mercado terá de reavaliar se o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços do petróleo pode ser mantido ou começar a diminuir. Na terça-feira, Trump minimizou especulações de que estaria se preparando para ampliar o conflito com o Irã.
