As Eleições de Meio de Mandato nos Estados Unidos, neste mês de novembro, fazem o eleitor brasileiro que vê a cobertura do pleito, pode assumir que a “onda azul” no mapa eleitoral é uma vitória para Donald Trump e a direita americana. Contudo, esse é um ledo engano.
As mesmas cores que representam o binário político entre direita e esquerda no Brasil também são usadas no bipartidarismo dos Estados Unidos; mas, desde os anos 2000, elas são invertidas.
Por que movimentos políticos escolhem cores?
A atribuição de significados às cores é característica da arte, da mitologia e das práticas culturais de diversos povos. Embora a psicologia das cores atribua alguns significados comuns a diferentes culturas, como a associação do vermelho ao sangue e do azul ao céu e à água, a maioria das associações varia entre localizações, grupos e períodos históricos.
O poder destas associações é aplicado quando manifestantes, candidatos e estrategistas usam - ou evitam - cores com significados populares como sinal não-verbal de seu alinhamento.
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Um dos primeiros registros da escolha da cor vermelha por revolucionários e progressistas remonta à Revolução Francesa.
