SÃO PAULO - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3) a manutenção da proibição das empresas que operam sites de apostas online, conhecidas como bets. Durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), ele alertou para os impactos dos jogos na saúde pública, especialmente em casos de dependência, endividamento e problemas familiares.
Para Padilha, manter a proibição das bets é a principal medida para evitar o agravamento desses problemas e reduzir os riscos à população.
"A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, violência familiar, é mantermos a proibição das bets", afirmou o ministro.
A audiência foi convocada pelo STF para discutir a decisão do governo federal que proibiu a exploração e a publicidade de apostas online. Na avaliação de Padilha, os países que legalizaram esse tipo de atividade registraram piora nos indicadores de saúde relacionados aos jogos.
Bets aumentaram procura por atendimento no SUS
Durante a apresentação no STF, Alexandre Padilha divulgou dados que apontam um aumento de 200% na procura por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) em razão dos problemas provocados pelas apostas online.
O ministro também informou que 28 milhões de brasileiros realizaram apostas nos 12 meses anteriores à proibição. Desse total, aproximadamente 11 milhões apresentaram padrões de risco ou comportamento problemático relacionados aos jogos.
