Dez dias passados e o sorriso da vitória ainda vem pro rosto muitas vezes por dia. Na rua, com conhecidos ou não, ainda nos reconhecemos no L feito com as mãos. Vencemos. E nunca uma vitória foi tão nossa - de cada um e de todo mundo junto. Lutamos com fé e na fé vencemos. Por nocaute!
4 milhões de votos não deixam dúvidas do NÃO dado ao risco do desmancha-tudo e mais todo o escondido na fala arrogante, preconceituosa, mentirosa do candidato que, derrotado, fugiu. Foi de retro. (Tomara que para sempre. Amém!)
Até o surpreendente e delicioso nocaute, sobrevivemos como Deus quis entre o medo e o medo. As ruas, cada vez mais cheias, inflavam a confiança. Pesquisas faziam cinzas no fogo aceso da esperança na vitória.
Andei pela casa, recitando. Deus de misericórdia, não deixe o Brasil cair nas mãos desses… Era um mantra. Um rememorar de invocação cristã que, por anos e anos, ficou esquecida.
Tão forte era o sentimento de responsabilidade pessoal com o resultado da eleição perigosa e ameaçadora de retrocessos para o país, de ameaças à democracia, soberania que, além de ir às ruas, fomos também aos santos, aos orixás, pajés, fadas e bruxas, implorar pela vitória.
Mais perto chegava o dia D da votação, comecei somar promessas à invocação por misericórdia divina. Assim, amanheci no dia 26/10 com dívidas contraídas, principalmente com Nossa Senhora Aparecida.
