Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
Ricardo Stuckert / PR
A aprovação da PEC da Segurança Pública foi uma vitória do governo Lula, sem dúvida. Mas também foi uma vitória de Davi Alcolumbre. Foi um combo de vitórias, e faz parte de uma agenda que foi combinada.
Desde a campanha eleitoral, temos falado aqui que o governo tinha pautas que avaliava que só conseguiria aprovar com esse Senado que está aí. Isso porque o Senado que saiu das urnas e toma posse em 2027 vai oferecer mais resistência às propostas do governo.
Sabendo disso, o governo colocou essa agenda para andar. Primeiro, o fim da escala 6 por 1, que passou e foi muito usado durante a eleição. Depois, a PEC da Segurança Pública.
A segurança já era uma promessa de campanha. A discussão sobre dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre as polícias e a integração vem de muito antes, ainda da transição de 2022.
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Alcolumbre, quando recompôs a relação com o governo, porque ele estava brigado com o governo, é bom lembrar, se colocou à disposição para fazer essas pautas andarem. Mas há um motivo também.
Acabou a campanha para o presidente Lula e começou a campanha de Davi Alcolumbre.
Os movimentos de Alcolumbre são acenos ao governo porque ele quer, em troca, o apoio para sua reeleição à presidência do Senado.
O Senado que saiu das urnas está mais à direita.
Alcolumbre faz acenos ao governo com PEC da Segurança e mira reeleição no Senado
