O fim da escala 6×1 pode aumentar as mensalidades das escolas particulares do Distrito Federal em até 23%. É o que estima o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF) a partir de dados de estudo encomendado pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). A projeção de reajuste leva em conta o aumento dos custos trabalhistas e outras despesas das instituições.
Segundo o Sinepe-DF, a mudança preocupa as escolas que já haviam realizado o planejamento financeiro e definido os reajustes das mensalidades para 2027 sem considerar os novos custos.
O texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 foi aprovado em 14 de outubro, em dois turnos, pelo Senado Federal. A nova jornada prevê dois dias de descanso remunerado por semana e passa a valer em 15 de dezembro.
O levantamento aponta que o impacto da reforma sobre a folha de pagamento da educação privada pode variar de R$ 9,3 bilhões a R$ 31,6 bilhões por ano. Por conta disso, o repasse às mensalidades ficaria entre 8% e 11%, o que somado ao reajuste anual já praticado pelo setor de 9% a 12%, chegaria em até 23%.
Ampliação das despesas
O Sinepe-DF diz que que o impacto não se limita à redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e à possível necessidade de contratação de novos funcionários, mas a ampliação de despesas.
“Uma das principais preocupações está na forma de remuneração dos professores horistas, contratados por hora-aula.
