Um estudo publicado na revista científica JAMA Psychiatry investigou como a genética e as experiências de vida influenciam o desenvolvimento do TOC, (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). A pesquisa analisou 4.355 mulheres gêmeas e identificou que os sintomas podem ter diferentes origens.
Os pesquisadores analisaram cinco manifestações do TOC: necessidade de verificar repetidamente as coisas; dificuldade de jogar objetos fora; pensamentos indesejados e repetitivos; necessidade de organização e preocupação excessiva com limpeza.
Para entender a influência da hereditariedade, os cientistas compararam gêmeas idênticas e não idênticas. Os resultados indicaram que a genética explica entre 38% e 47% das diferenças nos sintomas, dependendo de cada manifestação.
Um dos principais resultados envolve a dificuldade de descartar objetos, conhecida como acumulação. Segundo a pesquisa, 54,5% da influência genética relacionada a esse comportamento era específica dessa manifestação. Isso indica que a acumulação pode ter características genéticas diferentes das encontradas em outros sintomas do TOC.
Fatores ambientais também influenciam os pensamentos obsessivos
Na manifestação relacionada aos pensamentos obsessivos, 71% das diferenças observadas foram atribuídas a fatores ambientais que variam de pessoa para pessoa e a influências específicas, incluindo possíveis experiências individuais e erros de medição.
Os resultados mostram que o TOC não tem uma única origem.
