A valorização de um imóvel comprado na planta resulta da contínua eliminação dos riscos de construção à medida que a estrutura física emerge, da atualização das tabelas progressivas de vendas por etapa e da maturidade da infraestrutura do bairro. Ao adquirir uma unidade no lançamento de construtoras de grande porte, como a MRV, o comprador captura essa valorização, que historicamente pode variar entre 20% e 30% até a entrega das chaves.
Ao mesmo tempo, beneficia-se da flexibilidade no parcelamento da entrada durante a fase de obras, já que adquire um ativo novo por um valor inicial significativamente inferior ao de um imóvel pronto na mesma região.
A curva da obra e a tabela progressiva de vendas
A lógica econômica por trás do menor preço no lançamento baseia-se na precificação do risco e do tempo. No início das vendas, o comprador adquire um projeto no papel, ao assumir uma janela de espera mais longa até a ocupação. Por essa razão, as primeiras unidades comercializadas apresentam os menores preços de toda a história do empreendimento.
À medida que o cronograma físico de engenharia avança, com a superação de etapas críticas, como a terraplanagem, a fundação, a estrutura, a alvenaria, os acabamentos e a emissão do Habite-se, eventuais incertezas operacionais desaparecem. Com a diminuição do risco percebido pelo mercado, a construtora atualiza as suas tabelas de vendas para cima.
Outro vetor de precificação é a escassez gradual de estoque.
