A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Ifrit para combater uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. O grupo seria ligado às facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e PGC (Primeiro Grupo Catarinense).
Segundo as investigações, eles também são suspeitos de envolvimento em crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios, e teria a participação de agentes públicos das forças de segurança. Entre os investigados estão policiais civis, militares e um policial rodoviário federal.
A ação, realizada em conjunto com a RFB (Receita Federal do Brasil), cumpre 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão, sendo 25 preventivas e uma temporária. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal de Campo Grande (MS) e são executadas em sete estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Também foram determinadas três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.
Segundo a investigação, a organização criminosa era liderada por um núcleo familiar e mantinha associação com facções criminosas. A apuração aponta o envolvimento de agentes públicos na estrutura do grupo, incluindo integrantes das polícias Civil e Militar de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.
