Consideradas uma das principais fronteiras da medicina contemporânea, as terapias e vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA) são uma aposta do Brasil na prevenção e no tratamento de diversas doenças, desde a raiva até o câncer. Além de tentar reduzir a dependência de tecnologias externas, o país quer estar preparado para responder a futuras emergências sanitárias.
A pandemia de Covid-19, que atingiu o Brasil a partir do início de 2020, expôs uma fragilidade que passava ao largo das prioridades de políticas públicas de muitos países: a dependência externa no desenvolvimento e na produção de vacinas e terapias de ponta. À época, empresas e governos que já investiam em biotecnologia avançada saíram na frente e conseguiram colocar no mercado os primeiros imunizantes contra o Sars-CoV-2, um vírus até então desconhecido.
Os tipos de RNA
RNA
É o nome da família. Assim como o DNA, o RNA é formado por uma sequência de “letras” químicas, mas costuma ter uma fita só e vida curta na célula. Há vários tipos, com funções diferentes.
RNA mensageiro (mRNA)
Leva para a maquinaria da célula a receita de uma proteína copiada do DNA. Nas vacinas, a receita é a de uma proteína do vírus: a célula a produz, e o sistema imune aprende a reconhecê-la. Depois de usado, o mRNA é degradado e não altera o DNA.
RNA autorreplicante
É uma versão do mensageiro que também carrega as instruções para fazer cópias de si mesmo dentro da célula. Com isso, produz mais proteína a partir de uma dose menor.
