O presidente dos EUA, Donald Trump, tira o chapéu por um instante ao sair do espelho d'água do Lincoln Memorial, após sua reabertura depois de meses de reformas, em Washington, DC, EUA, em 2 de novembro de 2026
REUTERS/Umit Bektas TPX IMAGES OF THE DAY
O julgamento do eleitor americano equivaleu a uma surra no presidente Donald Trump, ao perder o Congresso unificado para os democratas, que redesenharam na noite de terça-feira o novo mapa político dos EUA.
O desmonte do domínio republicano na Câmara, no Senado e nos governos estaduais foi tão extenso que ficou inviável para ele e seus apoiadores recorrerem à contestação e às costumeiras levianas alegações de fraude eleitoral.
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Trump amargou a rejeição furiosa do eleitor e o fracasso de sua agenda errática e autoritária, esnobando as instituições que dividem o poder nos EUA. A derrota capacita os democratas com instrumentos para investigar o presidente e para frear as suas investidas imprudentes, traduzidas em tarifaço comercial, caçada desmedida a imigrantes e ataques a aliados e organizações internacionais e uma guerra interminável contra o Irã.
Juntamente com o presidente, desmoronou o Partido Republicano, que perdeu força em redutos conservadores sólidos como Texas, Kansas, Carolina do Sul e Iowa. Abandonado por seus eleitores moderados, a legenda ficou em minoria e à mercê dos radicais do MAGA.
A surra eleitoral que encolheu Trump e arrastou os republicanos
