Os supermercados brasileiros registraram um aumento nas vendas após a proibição das apostas online, em contraste com a queda drástica nas receitas publicitárias dos clubes de futebol, informaram, nesta terça-feira, representantes desses setores durante uma audiência na Suprema Corte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil a partir de 5 de outubro, em plena campanha pela reeleição, que ele conquistou no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
O governo argumentou que essas plataformas estavam endividando a população de forma excessiva.
Agora, o Supremo Tribunal analisa diversas ações movidas por empresários do setor de apostas que buscam anular a decisão do presidente.
Os principais clubes do futebol brasileiro, a maioria dos quais mantinha acordos de patrocínio com casas de apostas, apoiaram as demandas do setor durante a audiência pública.
O Flamengo estima que a proibição acarrete “uma queda de aproximadamente 430 milhões de reais anuais em receitas”, afirmou Flávio de Araújo Willeman, vice-presidente do clube, durante uma audiência na sede da Suprema Corte.
Outros gigantes do Brasileirão, como Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense, Grêmio e São Paulo, também relataram impactos negativos em suas finanças devido à proibição.
Por outro lado, o setor supermercadista celebra um aumento nas vendas e atribui o fato à proibição das apostas.
