Em outubro, joguei 90 minutos do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time em um evento da Nintendo na Cidade do México e escrevi as primeiras impressões aqui. Aquele texto respondeu a pergunta mais imediata: um clássico de 1998 ainda faz sentido hoje? Faz.
Este é outro texto. Com mais tempo de jogo, o que interessa não é mais se o jogo envelheceu bem, e sim o que foi refeito, o que foi mantido de propósito e quanto isso custa.
Eu continuo sendo estreante em Ocarina of Time. Cheguei ao fim do Templo da Floresta, já com o Link adulto, e devo estar perto das 20 horas de jogo, pode parecer um número alto, porque, sem conhecer o original, refiz alguns bosses e puzzles mais de uma vez até entender a mecânica e o timing. Em alguns trechos fui pesquisar como a versão de 1998 resolvia a mesma situação, o que ajuda a apontar onde o remake mexeu e onde preferiu não mexer. E, em 2 e 3 de novembro, a Nintendo publicou o Ask the Developer Vol. 24, uma entrevista em quatro partes com a equipe de desenvolvimento, que explica várias dessas decisões. Boa parte do que eu tinha anotado como impressão ganhou nome e motivo ali.
O Switch 2 entrega, e cobra a conta
Mario Kart World e Donkey Kong Bananza já tinham mostrado o que o Switch 2 consegue fazer. Ocarina of Time mostra outra coisa: não é força bruta, é densidade.
