A perda da maioria republicana na Câmara dos Representantes e no Senado dificulta a aprovação das propostas de Donald Trump dentro dos Estados Unidos. Mas a vitória democrata nas duas Casas não significa que o presidente perdeu a capacidade de pressionar governos de esquerda na América Latina.
Trump continua com instrumentos importantes, como decisões sobre vistos, determinadas sanções e medidas diplomáticas. Muitas dessas ações podem ser tomadas pelo governo com base nas leis existentes, sem uma nova votação no Congresso. Deputados e senadores, porém, podem fiscalizar essas decisões, aprovar restrições e controlar os recursos disponíveis.
Com mais dificuldades para avançar na agenda interna, Trump poderá dar mais destaque à política externa para demonstrar força aos seus eleitores. Essa é uma possibilidade, não uma consequência automática da derrota nas urnas. Antes da eleição, a Casa Branca já preparava alternativas para governar por meio de poderes executivos caso os republicanos perdessem o Congresso.
Nesse cenário, Marco Rubio permanece como uma figura importante para a América Latina. O secretário de Estado já participou de medidas contra autoridades brasileiras. Em julho de 2025, o Departamento de Estado revogou os vistos de Alexandre de Moraes e de familiares imediatos. Uma mudança no controle do Congresso não desfaz automaticamente decisões desse tipo.
Rubio também aparece na disputa pela sucessão de Trump.
