Pessoas próximas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), veem na possível permanência de Roberto Carneiro, presidente estadual do partido, à frente da Secretaria de Relações Institucionais, um indicativo de que o segundo mandato poderá ter um perfil mais político e voltado à construção de um projeto nacional para 2030.
A intenção de manter Carneiro no comando da pasta já existia antes das eleições, como mostrou a coluna. Aliados, no entanto, relataram à Jovem Pan que o presidente do Republicanos não permaneceria no cargo “sem um grande projeto”.
Segundo interlocutores, quando Carneiro assumiu a secretaria no lugar de Gilberto Kassab (PSD), o objetivo era melhorar a relação de Tarcísio com os partidos políticos. A avaliação é que essa etapa foi cumprida e contribuiu para a reeleição do governador, conhecido nos bastidores por negociar pouco com as legendas.
Agora, a permanência de Carneiro estaria vinculada a uma segunda fase do projeto: manter próximos os mais de dez partidos que integraram a aliança de Tarcísio nas eleições e seguir com uma base ampla para 2030, quando o governador poderá disputar a Presidência da República.
Uma das alternativas discutidas era o retorno de Carneiro ao Espírito Santo, seu berço político.
Mudanças no secretariado
Interlocutores do Palácio dos Bandeirantes afirmam que Tarcísio ainda não iniciou as conversas oficiais com os partidos aliados sobre eventuais trocas no secretariado.
