Senado aprova PEC da Segurança Pública por unanimidade
A discussão sobre segurança pública ganhou força após o primeiro turno, marcado pelo desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) naquele momento, e pela formação de uma maioria conservadora no Congresso Nacional.
Senado conclui votação da PEC da Segurança; veja como ficou texto
Diante desse cenário, a estratégia do governo e do candidato à reeleição foi intensificar o debate sobre segurança pública. A oposição, por sua vez, condicionou o apoio à PEC da Segurança Pública à inclusão da redução da maioridade penal, colocando o governo em uma situação delicada.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estava enfraquecido pelo resultado eleitoral em seu estado e pela composição do Senado. Precisava, portanto, oferecer apoio ao governo para conseguir ajuda em seu projeto de reeleição, prevista para fevereiro.
O movimento avançou quando Alcolumbre sinalizou que colocaria a proposta em votação. A oposição, então, aproveitou a oportunidade para pressionar o governo: afirmou que seria favorável à PEC, mas condicionou o apoio à inclusão da redução da maioridade penal.
A questão era delicada para o governo, que não tinha articulação suficiente para garantir o apoio de sua base mais à esquerda e progressista à redução da maioridade penal.
