Milhões de pessoas foram às urnas nos Estados Unidos nesta terça-feira (3/11) para as eleições de meio de mandato no país, também conhecidas como midterms. O pleito pode redefinir a configuração no Congresso norte-americano e os rumos de assuntos internos do país, mas também pode significar em mudanças na política externa do presidente Donald Trump.
Atualmente, a maioria dos políticos eleitos para a Câmara e para o Senado é do mesmo partido de Trump. Esse cenário de alinhamento favorece a política do norte-americano, que tende a ter poucos projetos barrados ou questionados pelo Congresso. Uma mudança neste cenário pode dificultar a governabilidade do líder republicano.
Pesquisas eleitorais, no entanto, apontam para uma possível mudança na composição do Legislativo norte-americano. Os levantamentos indicam que os democratas, da oposição, podem conquistar a maioria em uma ou até mesmo nas duas Casas do Congresso.
Uma eventual reconfiguração do Legislativo colocaria em xeque não apenas os planos do presidente para a política interna, mas também sua agenda de política externa, que já é alvo de questionamentos do Congresso e também do eleitorado norte-americano. Isso pode dificultar a implementação de suas propostas e comprometer os dois últimos anos de mandato.
