Para manter viável a produção em campos maduros, a Origem Energia defende um marco legal para produtores independentes de petróleo e gás que considere as condições econômicas desses ativos. Segundo o CEO da companhia, Luiz Felipe Coutinho, a redução dos royalties e o cuidado com custos associados às emissões de carbono são pontos centrais para permitir novos investimentos nessas operações.
Em entrevista ao Alta Voltagem, programa de TV da CNN, Coutinho apontou a criação de um marco federal como o pleito mais sensível para essas empresas. Na discussão sobre royalties, defendeu que a cobrança leve em conta as condições econômicas de campos antigos e marginais.
“A redução de royalties é fundamental, porque a economicidade desses campos mais antigos é completamente diferente da economicidade de um ativo novo”, afirmou.
O executivo sustenta que a contribuição das operadoras independentes deve ser avaliada também pela geração de empregos e pelos investimentos nas regiões onde atuam. Nesses aspectos, disse, o impacto das empresas pode superar o dos grandes produtores, ainda que isso não ocorra no recolhimento de impostos.
Na frente ambiental, Coutinho alertou para o efeito que uma cobrança sobre emissões de carbono poderia ter sobre o desenvolvimento de campos mais antigos. Segundo ele, os custos adicionais podem comprometer a viabilidade de ativos marginais.
