O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou na reta final de 2026 avanços em 3 pautas de interesse do governo no Congresso: o fim da escala de trabalho 6 X 1, a PEC da Segurança Pública e o aumento do teto de faturamento do MEI (microempreendedor individual).
As propostas contemplam 3 áreas prioritárias para o Planalto: direitos trabalhistas, combate à criminalidade e apoio a pequenos empreendedores. A aprovação das medidas também representa um fôlego político para Lula depois de um período marcado por dificuldades na articulação com o Legislativo.
Nos bastidores, há a avaliação de que parte dessa agenda poderia ter avançado antes. Integrantes do governo consideram que o Planalto demorou a dimensionar os limites de sua capacidade de negociação com o Congresso e dedicou esforços a iniciativas que não produziram resultados proporcionais ao investimento político.
Um dos exemplos citados é a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, rejeitada pelo Senado em abril em uma decisão inédita desde a redemocratização. A vaga deixada por Luís Roberto Barroso continua aberta.
Propostas aprovadas
Em menos de 1 mês, o governo articulou a aprovação das 3 propostas no Senado. A intenção inicial era concluir as votações antes do 2º turno das eleições, mas a PEC da Segurança Pública teve sua análise adiada por causa de um impasse em torno da redução da maioridade penal.
