Pelo quinto ano consecutivo, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis. No caso da gasolina, a alíquota pelo litro saltará de R$ 1,22, em 2023, para R$ 1,64, a partir de 1º fevereiro de 2027. Trata-se de um aumento total de R$ 0,42.
Nas bombas, considerando o preço médio do litro da gasolina hoje no DF, de R$ 6,29, o valor pode chegar a R$ 6,71.
Formado pelos secretários de Economia das unidades da Federação, ou seja pelos governos estaduais, o Confaz determinou o quinto aumento na terça-feira (27/10), dois dias após o resultado do segundo turno das eleições. A notícia despertou preocupação e revolta entre os motoristas, a exemplo da estudante de engenharia química da Universidade de Brasília (UnB) Janaina Ribeiro, de anos 22 anos.
“É muito ruim. A gasolina tem subido bastante nos últimos anos. Aumentar ainda mais é péssimo para a população e, principalmente, para o trabalhador. A gente tem que fazer uma pressão popular para abaixar os preços”, criticou a Janaina.
Para poupar o orçamento, a estudante passou a andar menos de carro. “Mas é bem complicado. Para onde a gente for aqui em Brasília, o tranporte público é díficil. Demora muito tempo e não é eficiente. O carro acaba sendo essencial”, comentou. Segundo a estudante, o transporte por aplicativo não é uma alternativa barata.
