Popular entre praticantes de atividades físicas, a creatina é um dos suplementos mais estudados pela ciência esportiva mundial. Apesar do uso amplo, dúvidas sobre possíveis danos aos rins e retenção de líquidos ainda geram receio em novos usuários.
No entanto, evidências científicas e especialistas afirmam que o consumo nas doses recomendadas é seguro para pessoas sem doenças renais e traz benefícios que vão além do desempenho na academia.
Energia rápida e retenção de água intramuscular
A creatina atua diretamente no abastecimento de energia das células do corpo. Segundo o professor de educação física Wilson Brasil, da D’stak Academia, o composto fica armazenado na musculatura para regenerar o trifosfato de adenosina (ATP), molécula responsável por gerar força no organismo.
“O estoque celular de ATP dura apenas cerca de 2 a 3 segundos. Por isso, a creatina doa rapidamente um grupo fosfato para o ADP [ Adenosina Difosfato, molécula essencial para o metabolismo energético das células], regenerando o ATP em frações de segundo para manter a força máxima e a explosão”, explica Brasil.
Outra dúvida recorrente envolve o inchaço provocado pelo suplemento. O professor esclarece que o acúmulo de líquido gerado pelo produto ocorre exclusivamente dentro da célula muscular.
“Como a água fica guardada dentro do músculo, ela não causa inchaço subcutâneo que deixa a definição muscular “embaçada”.
