As mulheres representam 51% do eleitorado nos Estados Unidos, totalizando cerca de 91 milhões de eleitoras.
Em um país onde o voto não é obrigatório, elas comparecem às urnas em maior proporção do que os homens, o que torna o voto feminino um fator potencialmente decisivo nas eleições de meio de mandato.
O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna destacou ao CNN Prime Time que, assim como outros grupos eleitorais, as mulheres americanas demonstram forte preocupação com a economia, custo de vida e diretos reprodutivos.
Muitas delas são chefes de família e sentem diretamente o impacto da alta nos preços, o que influencia diretamente suas escolhas nas urnas.
Lourival Sant’Anna apontou dois perfis distintos de eleitoras.
As mulheres de renda mais baixa e sem ensino superior são mais afetadas pela alta do custo de vida e, segundo pesquisas, estão deslocando seu voto dos republicanos para os democratas ou simplesmente deixando de votar.
Já as mulheres com maior nível de escolaridade demonstram preocupação especial com os direitos reprodutivos.
“Esse direito que o Donald Trump foi um protagonista para retirar essa prerrogativa, esse direito no nível federal”, afirmou o analista.
A questão do aborto ganhou ainda mais relevância após a derrubada da jurisprudência Roe vs. Wade pela Suprema Corte, composta hoje em sua maioria por conservadores.
Com isso, a regulamentação do aborto passou a ser uma atribuição estadual.
