Frente a uma eleição como a desta terça-feira (3), considerada muito difícil para ele, o presidente americano, Donald Trump, apelou. “Façam como se meu nome estivesse na cédula”, pediu aos eleitores.
Se eles estão fazendo isso neste momento, nas eleições de meio termo, o resultado promete ser pouco favorável a Trump. Ao contrário, bem negativo. Pois ao transformar uma grande eleição legislativa nacional (tem também uma série de eleições estaduais) num plebiscito, Trump jogou alto na aposta.
Mas é o que ele sempre fez, e está colhendo péssimos resultados em termos de popularidade.
O que o fez ganhar as eleições de dois anos atrás para a presidência foi a ideia de que conseguiria tocar a economia melhor do que os democratas, que resolveria a questão da imigração ilegal, das guerras que não terminam nunca e do que Trump e seu movimento “Make America Great Again” chamam de decadência civil e moral do país.
A economia dói no bolso dos americanos, em boa parte por culpa de guerra que Trump iniciou e da qual nem se falava há dois anos.
Seu governo foi baseado até aqui em ressentimento e vingança.
O que parece estar favorecendo uma reação contrária - embora difusa e pouco coordenada - exatamente de democratas que ainda há pouco pareciam perdidos.
O resultado dessas eleições importam tremendamente pois balizam o que serão os dois anos que Trump ainda tem na Casa Branca.
