O excesso de chuvas em São Paulo está atrasando a colheita de cana-de-açúcar da Brasilagro e pode comprometer a rentabilidade da operação nos próximos meses. Uma das unidades da companhia, que historicamente encerra a moagem em 30 de outubro, deverá continuar processando matéria-prima até 20 de dezembro. Mesmo com a extensão do calendário, a empresa admite a possibilidade de deixar parte da cana no campo para ser colhida apenas no início da próxima safra.
O alerta foi feito pelo CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, durante teleconferência com jornalistas sobre os resultados do primeiro trimestre fiscal de 2027. Segundo o executivo, a principal preocupação está no estado de São Paulo, onde as chuvas persistentes dificultaram os trabalhos no campo durante setembro e alteraram o planejamento de colheita das usinas.
A unidade paulista ainda tem aproximadamente 170 mil toneladas de cana para colher, de um volume total superior a 300 mil toneladas previsto para a temporada. “Vamos ter que continuar colhendo até dezembro e talvez deixar algo para a próxima safra”, disse o CEO.
No Maranhão, o cenário é diferente. A companhia enfrentou um atraso no início da colheita em razão de uma manutenção na indústria, mas conseguiu acelerar o ritmo de processamento em outubro.
Segundo o CEO, a unidade registrou moagem superior a 215 mil toneladas no mês, o maior volume de outubro já alcançado pela operação. Para novembro, a expectativa é processar outras 190 mil toneladas.
