A Brasilagro não pretende lançar um programa de recompra de ações no curto prazo, mesmo diante do desconto dos papéis na bolsa de valores. A prioridade da companhia é reduzir o endividamento, estratégia que, na avaliação do CEO, André Guillaumon, oferece hoje um retorno superior ao de outras alternativas de alocação de capital, como a aquisição de novas propriedades rurais ou a recompra dos próprios papéis.
Durante conversa com jornalistas para divulgação de resultados financeiros, o executivo afirmou que a empresa compara três possibilidades de investimento: comprar terras, recomprar ações ou amortizar dívidas. Na avaliação dele, a redução do endividamento é atualmente a alternativa mais vantajosa, diante do custo de capital e das perspectivas para os juros de longo prazo.
“Se eu fizer uma TIR de cada negócio, comprar uma fazenda, recomprar a ação e pagar dívida, não tenho dúvida de que a melhor TIR hoje é a redução do endividamento”, afirmou.
Segundo Guillaumon, novos projetos de aquisição de terras apresentam taxas internas de retorno (TIR) estimadas entre 6% e 7%. Já a redução da dívida proporcionaria um retorno de aproximadamente 9% a 10%, descontada a inflação.
O CEO reconheceu que as ações da companhia sofreram com a volatilidade recente do mercado, principalmente no dia seguinte as eleições para presidente, mas avaliou que a queda foi menor do que a observada em outros setores mais sensíveis aos juros.
