A AMD encerrou o terceiro trimestre de 2026 com resultados recordes, impulsionados principalmente pela forte demanda por chips destinados a data centers. A fabricante registrou receita de US$ 13,4 bilhões (cerca de R$ 72,4 bilhões) entre julho e setembro, alta de 45% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado superou as expectativas de Wall Street. Analistas consultados pela FactSet projetavam vendas de US$ 13,1 bilhões (aproximadamente R$ 70,7 bilhões).
O lucro líquido da companhia chegou a US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões), avanço de 95% na comparação anual. O lucro diluído por ação foi de US$ 1,46, ante US$ 0,75 um ano antes.
Em números ajustados, que excluem determinados efeitos contábeis e despesas, o lucro líquido alcançou US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 18,9 bilhões), crescimento de 77%. O lucro por ação nessa métrica foi de US$ 2,09, alta de 74%.
Data centers praticamente dobram de tamanho
O principal destaque do balanço foi a divisão de data centers, que alcançou receita recorde de US$ 8,5 bilhões (cerca de R$ 45,9 bilhões). O valor representa crescimento de 97% em um ano;
Segundo a AMD, o desempenho foi impulsionado pela demanda por processadores EPYC e pelo lançamento das GPUs Instinct MI450;
A companhia também destacou o avanço das vendas de seus aceleradores de inteligência artificial (IA);
O resultado reforça a transição estratégica da empresa para um negócio cada vez mais concentrado em infraestrutura de data centers.
