As forças de segurança de São Paulo localizaram 59.017 pessoas desaparecidas entre janeiro de 2023 e setembro de 2026. O número representa 78,6% dos registros de desaparecimento no período e corresponde a uma média de 42 pessoas encontradas por dia no estado.
De acordo com o Painel Estatístico do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), São Paulo lidera o ranking nacional de desaparecimentos no primeiro semestre de 2026, com 10.449 desaparecidos, o que representa mais de 23% do total registrado no país.
No perído analisado pelo Sinesp, o Brasil registrou 43.828 desaparecimentos de pessoas, uma média de 242 sumiços por dia e uma taxa de 40,92 a cada 100 mil habitantes.
Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), as buscas por desaparecidos contam com o apoio de um banco de DNA, método que reúne perfis genéticos e que permite comparar o DNA de pessoas não identificadas com amostras de familiares que procuram por parentes desaparecidos.
Assim, quando existe compatibilidade genética, a análise pode contribuir para a identificação.
Para incluir o material genético no banco de DNA, os familiares de pessoas desaparecidas há mais de 30 dias podem agendar a coleta e, a partir disso, o procedimento é realizado no IML (Instituto Médico Legal).
O exame é indolor e feito com um cotonete passado no interior da boca para recolher células utilizadas na análise genética.
