Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, avaliou ao Hora H, que uma eventual vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos não seria suficiente para alterar a forma de governar do presidente americano, Donald Trump.
Segundo ele, o cenário aponta para um presidente cada vez mais ancorado no uso de decretos.
Eleições como referendo sobre o governo
Para Aragão, a disputa eleitoral funciona, na prática, como um referendo sobre a gestão de Trump.
Análise: Como Latinos, evangélicos e mulheres podem decidir as Midterms?
Trump assina proclamação que declara o espaço como propriedade dos humanos
“Essa é uma campanha que é muito disputada, mas ela é, queira o Trump ou não, um referendo em cima do seu governo, do que foi feito até agora”, afirmou.
Entre os fatores que mais pesam na avaliação do eleitorado, ele destacou o custo de vida e a inflação, sentidos especialmente em estados republicanos.
O analista apontou o preço dos combustíveis como um dos principais símbolos das dificuldades enfrentadas pelo governo.
Segundo ele, esse indicador foi afetado por uma combinação de fatores, incluindo a guerra contra o Irã, a continuidade da guerra na Ucrânia e a política tarifária adotada pela administração Trump, que impacta estados dependentes de indústrias estrangeiras.
