A Latam Brasil prevê crescer mais devagar em 2027 diante da perspectiva de custos elevados de combustível, alta recente do dólar e dos efeitos da reforma tributária sobre a demanda por viagens, disse à Reuters o presidente-executivo da companhia, Jerome Cadier.
A maior companhia aérea do país projeta continuar recebendo aeronaves e ampliando sua malha, mas já vê sinais de que algumas rotas podem perder atratividade econômica em um ambiente de custos mais pressionados.
“Para o futuro, sem dúvida nenhuma, a gente está mais conservador”, afirmou Cadier em entrevista nesta terça-feira (3).
“A gente vai continuar crescendo, a gente tem muita aeronave chegando, mas a previsão é mais conservadora, porque tem algumas rotas que começam a não se pagar financeiramente. E aí você empurra a chegada de algumas aeronaves eventualmente, você aumenta mais o preço, isso faz com que o fator de ocupação caia mais, então você acaba encontrando um equilíbrio que vai gerar menos oferta e demanda”, disse.
Neste ano, a companhia já tem expandido em ritmo mais lento do que o inicialmente esperado no Brasil. Cadier mencionou que o crescimento da operação em 2026 deve ficar em cerca de 7,5%, ante projeção anterior de 8% a 9%.
O grupo Latam, que tem sede no Chile, publicou nesta terça seu resultado do terceiro trimestre, com lucro líquido de US$ 441 milhões, alta de 16,3% ante mesmo período do ano anterior, e receita operacional de US$ 4,57 bilhões, crescimento de 18,4%.
