Cerca de 36 milhões de eleitores latinos estão aptos a votar nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, e esse eleitorado pode ter peso decisivo nas disputas pelo controle do Congresso.
Além dos latinos, outros dois grupos se destacam como potenciais definidores do resultado: os evangélicos brancos e as mulheres.
A analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, falando de Washington ao Hora H, explicou que o comparecimento às urnas é um dos fatores centrais da disputa.
“Nem todo eleitor vai às urnas votar e quem comparece é que, de fato, faz a diferença”, afirmou.
Magnotta destacou que o voto latino é marcado pela diversidade interna.
“O cubano que está na Flórida não é igual ao mexicano que está no Texas, que não é igual ao porto-riquenho que está na Pensilvânia”, explicou.
Segundo ela, essa heterogeneidade abrange país de origem, geração, escolaridade e renda, e tem se tornado cada vez mais relevante no cenário eleitoral.
A analista também apontou que, apesar do presidente americano, Donald Trump, ter conquistado cerca de metade do voto latino na última eleição presidencial, a insatisfação com a economia e com a política migratória tem levado esse grupo a ser um dos mais críticos.
“Se no campo geral ele tem cerca de 32% de aprovação, que já é baixo, entre os latinos ele chega a algo em torno de 26%”, afirmou Magnotta.
