Segundo a mitologia grega, Licurgo, rei do povo edônio, na Trácia, cometeu um crime contra Dionísio, o deus do vinho e da alegria. Ele proibiu o culto ao deus em seu território e perseguiu seus seguidores com um machado. Em uma das versões do mito, Ambrosia, uma das seguidoras de Dionísio, transformou-se em uma videira (planta que produz a uva) e aprisionou Licurgo com seus galhos.
Essa cena é retratada em alto-relevo em um cálice de vinho da era romana, conhecido como Taça de Licurgo. Mas a história mitológica não é o único aspecto interessante do objeto: ele também muda de cor.
Quando a luz ilumina a taça pela frente, ela apresenta uma tonalidade verde-jade. Porém, quando a luz é posicionada atrás do cálice, o vidro ganha uma coloração vermelho-rubi. Uma das hipóteses é que a mudança tenha sido pensada como uma referência ao amadurecimento das uvas.
A taça tem 16 cm de altura e 700 g - um peso descomunal para os padrões atuais. Haja braço para tomar um gole depois que você já está ébrio com Dionísio. O corpo de vidro é envolto por uma estrutura externa vazada chamada de “gaiola”, ornamentada com os motivos mitológicos que já citamos ali em cima.
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A peça está em um impressionante estado de conservação, mas tem um passado misterioso. Até hoje, os especialistas não sabem ao certo onde foi encontrada originalmente.
O objeto foi comprado pelo Museu Britânico em 1958, da coleção de uma família rica que possuía o artefato desde o século 19.
