O governo de Israel repassou aos Estados Unidos informações de inteligência que indicam que o Irã estuda o uso de agentes químicos em um eventual conflito. O jornal The New York Times publicou o caso nesta terça-feira, 3. A alegação dividiu autoridades norte-americanas. Parte do governo trata o alerta como real. Outra ala avalia que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu busca pressionar Washington a retomar a ofensiva militar.
Israel também compartilhou o material com países do Golfo. Autoridades da região duvidam dos planos iranianos. Elas avaliam que o governo israelense tenta empurrar os aliados para uma fase mais intensa do conflito. Teerã já admitiu no passado que desenvolveu capacidade química durante a guerra contra o Iraque, nos anos 1980. O país afirmou, no entanto, que desmantelou o programa.
Autoridades norte-americanas que defendem a seriedade da ameaça citam o acúmulo de advertências sobre as preparações do Irã.
Ameaça é comparada ao Iraque em 2003
Parte dos funcionários dos Estados Unidos relembra o episódio de 2003. Na ocasião, a inteligência norte-americana afirmou, de forma incorreta, que o Iraque possuía armas de destruição em massa. O receio é de que uma avaliação precipitada leve a um novo conflito baseado em informações falhas. A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Jay Clayton, enviou um memorando ao secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o risco de ataques.
O governo iraniano rejeita as alegações.
