O Ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, anunciou nesta terça-feira (3) que renunciará ao seu cargo. O comunicado foi feito uma semana após uma colisão entre trens deixar 69 mortos na região central do país.
O acidente ferroviário foi o terceiro registrado sob sua gestão neste ano, o que gerou grande revolta por parte de parlamentares e opositores do governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
“Um ministro dos Transportes num país como a Espanha não pode permanecer no cargo após dois acidentes desta magnitude em menos de um ano”, afirmou Puentes durante uma audiência ao Congresso Espanhol.
Segundo ele, a decisão se tratava “de uma questão de dignidade política, coerência e empatia para com as vítimas“.
O ministro também afirmou que iria retirar sua candidatura ao Congresso dos Deputados na província de Valladolid, em que liderava a lista eleitoral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Pedro Sánchez.
Na última sexta-feira (30), durante uma coletiva de imprensa, Puente negou a sua renúncia ao cargo, afirmando que seu dever “não é discutir se permanecerei no cargo, mas sim resolver o problema, determinar exatamente o que aconteceu e oferecer explicações claras”.
Acidente deixou 69 mortos e mais de 100 feridos
Pelo menos 69 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após um trem colidir pela traseira com outra composição próximo à cidade de Urda, na província de Toledo, na linha de alta velocidade que conecta Madri a Sevilha.
