Desde ossos gigantescos, dentes serrilhados e fragmentos de pele até impressões de penas, ovos fossilizados e fezes petrificadas, não faltam indícios de que dinossauros um dia caminharam pela Terra. Ainda assim, uma peça fundamental para entender como esses animais viviam raramente é encontrada: o sangue.
Há décadas, pesquisadores tentam encontrar resquícios em fósseis de dinossauros. No entanto, estudos desse tipo precisam descartar, com certeza, a possibilidade de contaminação por sangue de outros animais ou a presença de estruturas que apenas se assemelham às células sanguíneas.
Agora, em um estudo com participação da Universidade Regional do Cariri (URCA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisadores afirmam ter identificado o que parecem ser hemácias fossilizadas em um dinossauro brasileiro de 115 milhões de anos. O material vem de um osso da perna de um Aratasaurus museunacionali, que viveu na atual Chapada do Araripe, na divisa do Ceará, Pernambuco e Piauí.
Segundo pesquisadores, esse dinossauro media três metros de comprimento e pesava cerca de 34 kg. Após sua morte, seu corpo afundou em um ambiente aquático, onde uma camada de microrganismos cresceu sobre a carcaça e a enterrou - o que permitiu que seus restos fossem preservados.
“Encontrar vestígios bioquímicos associados a componentes biológicos em um fóssil de mais de 100 milhões de anos nos ajuda a ampliar nossa compreensão sobre o que pode ser preservado ao longo do tempo.
