O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse, nesta 3ª feira (3.nov.2026), que sua “briga” contra as bets também envolve a proteção de torcedores, funcionários, dirigentes dos clubes de futebol e mulheres. Segundo ele, os problemas causados pela medida provisória que proibiu o funcionamento das plataformas no Brasil podem ser resolvidos de outra forma.
Para o ministro, o foco deve ser “evitar essa compulsão entre os brasileiros e brasileiras, inclusive entre torcedores e torcedoras desses times, funcionários desses times, dirigentes desses times, porque a compulsão afeta todas as classes sociais”.
As declarações foram feitas durante audiência pública na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que discute ações que tratam do mercado de apostas esportivas e loterias.
“Nós estamos aqui na briga por todos, inclusive pelos torcedores, pelos jogadores, funcionários e dirigentes de times de futebol que infelizmente entraram na compulsão de bets eletrônicas e que a gente precisa salvar essas pessoas”, declarou.
Padilha também citou as mulheres. “Eu, com todo respeito, ouvi um representante de um time de futebol que acabou de falar que a briga dele são os clubes, o salário, como manter o time de futebol. […] A minha briga são as mulheres, 65% delas que têm vergonha de procurar um serviço de saúde, mesmo quando reconhecem que têm um vício”.
