O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3), em audiência pública no STF (Supremo Tribunal Federal), a manutenção da proibição das bets no país. Segundo ele, a regulamentação das apostas online não bastou para conter os efeitos da atividade sobre a saúde mental, o endividamento das famílias e os casos de vício em jogo.
Para Padilha, limitar a publicidade e impor mecanismos de controle aos apostadores não basta para reduzir os danos à saúde. O ministro citou pesquisas segundo as quais as apostas eletrônicas aumentam em 15 vezes o risco de suicídio, principalmente entre as mulheres.
“Eu quero trazer alguns dados que mostram aos senhores que a única e a melhor solução para a briga de evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, evitar violência familiar é mantermos a proibição das bets”, afirmou.
O ministro apresentou dados do Ministério da Saúde segundo os quais 28 milhões de brasileiros apostaram nos últimos 12 meses, dos quais 10,9 milhões tiveram padrões de risco ou comportamento problemático. Entre 2018 e 2026, a procura pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por problemas associados a jogos cresceu cerca de 200%. A pasta contabilizou ainda 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de plataformas, dos quais 40% por perda de controle sobre as apostas.
A pasta atribuiu parte do risco ao desenho das plataformas.
