O varejo paulista deve criar cerca de 20,5 mil postos de trabalho com carteira assinada entre os meses de outubro e novembro para atender ao aumento de demanda para os períodos da Black Friday e Natal, além dos efeitos do pagamento do décimo terceiro salário.
Os dados são da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e mostram a pior expectativa para o período em seis anos, em meio à redução do varejo ao longo do ano.
A pesquisa ainda aponta que os supermercados e lojas de vestuário devem concentrar entre 60% e 65% das vagas, como funções de vendedores, atendentes, operadores de caixa e repositores.
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Ainda que agite o mercado de trabalho, se confirmado, o número de postos criados não mostra otimismo ante os anos anteriores. Em 2025, por exemplo, o aumento foi de 23,9 mil vagas.
De acordo com a FecomercioSP, o recuo pode ser explicado, em partes, pela redução nas vendas neste ano. Até julho, o faturamento real do varejo paulista caiu 6,1%, enquanto em 12 meses a queda foi de 3,5%.
Outra razão pode ter sido o pico de vínculos celetistas no setor. Novembro de 2025 teve o maior patamar da série histórica, e a desaceleração da economia e vendas tende a ajustar os postos de trabalho.
