Quando pensamos em cuidar da saúde, geralmente lembramos de consultas médicas, exames, vacinas, alimentação equilibrada e atividade física. Entretanto, existem fatores que influenciam diretamente nosso organismo e que estão muito além das escolhas individuais. A qualidade do ar, a água que consumimos, os alimentos que chegam à mesa e até as condições de vida dos animais podem determinar o aparecimento e a disseminação de doenças.
Essa relação é a base do conceito de Saúde Única, conhecido internacionalmente como One Health. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ele parte do princípio de que a saúde humana, a saúde animal e a saúde ambiental são interdependentes. No Brasil, a importância dessa abordagem ganhou reconhecimento oficial com a Lei nº 14.792/2024, que instituiu o Dia Nacional da Saúde Única, celebrado em 3 de novembro, mesma data da mobilização mundial.
Quando o desequilíbrio ambiental favorece doenças
O desmatamento, a expansão das cidades e a ocupação de áreas naturais modificam a relação entre seres humanos, animais silvestres e agentes infecciosos. Essas transformações podem aumentar as oportunidades de contato com microrganismos que antes circulavam predominantemente entre determinadas espécies.
Doenças transmitidas entre animais e pessoas são chamadas de zoonoses. Entre os exemplos estão a raiva e algumas formas de influenza. Segundo a OMS, mais de 60% das doenças infecciosas emergentes relatadas mundialmente têm origem animal.
