Preso preventivamente por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o vereador Senival Moura (PT) pediu afastamento da Câmara Municipal de São Paulo para “tratar de assuntos particulares” por 31 dias. Lido na sessão desta terça-feira (3/11), o pedido vale retroativamente desde 29 de outubro.
O afastamento de Senival antecipa, ao menos provisoriamente, a posse do advogado Manoel Del Rio, que é primeiro suplente e que já viraria vereador em fevereiro do próximo ano, quando Luna Zarattini assumir mandato na Câmara dos Deputados e vagar uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo.
Manoel Del Rio chegou a exercer mandato de vereador por alguns dias em 2018 e, depois, também como suplente, durante dois anos entre 2023 e 2024. Se ele seguir na Câmara Municipal até Luna assumir mandato em Brasília, aí quem também vira vereador é Prof. Claudio Fonseca (PCdoB), próximo suplente da federação PT/PCdoB/PV.
Senival foi preso preventivamente no âmbito da Operação Última Parada, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Transunião, uma das empresas que opera no município de São Paulo.
Em seu sexto mandato na Câmara Municipal, Senival foi preso na manhã da última quarta-feira (28/10). Ele já havia sido preso, em 25 de junho, durante operação conjunta entre o Deic e o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
