A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal mais prazo para concluir a investigação sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro. Em ofício de 8 de setembro, dirigido ao então relator André Mendonça, a corporação afirma que a apuração está em estágio avançado, mas depende de depoimentos, análise bancária e exames de materiais eletrônicos.
O documento, assinado pelo delegado Diego Bruno Dias do Nascimento, não especifica quantos dias adicionais são solicitados. A PF justifica o pedido pela quantidade e pela complexidade dos materiais apreendidos.
Segundo o ofício, há dez análises pendentes, cinco em andamento e 19 mídias aguardando extração pericial. Também faltam depoimentos já designados ou em fase de agendamento. Após essas etapas, os investigadores deverão consolidar os resultados e elaborar o relatório final.
O pedido antecede a transferência dos procedimentos do Master à Presidência do STF, hoje sob responsabilidade provisória do ministro Edson Fachin. As apurações foram remetidas à Presidência em setembro, após a identificação de citações a autoridades com foro e o envio de uma representação pelo ministro Alexandre de Moraes. O tribunal ainda precisa definir a competência e o eventual desmembramento dos processos.
Em decisão de 29 de outubro, Fachin manteve os procedimentos na Presidência por até 90 dias, contados de 12 de setembro, com atuação restrita a medidas urgentes.
