Uma explosão nuclear poderia ajudar a impedir que um asteroide perigoso atingisse a Terra. Mas o sucesso dessa estratégia depende de um detalhe que pode mudar completamente o resultado: o lado do objeto espacial atingido pela radiação. Uma nova pesquisa mostra que o formato irregular desses corpos influencia diretamente a eficiência da manobra.
Publicado na revista científica Icarus, o estudo foi conduzido por pesquisadores dos Laboratórios Nacionais Sandia, nos Estados Unidos. Por meio de simulações computacionais, a equipe demonstrou que atingir diferentes regiões de um mesmo asteroide pode produzir resultados muito distintos em sua trajetória e rotação.
A pesquisa identificou uma diferença de quase cinco vezes na velocidade de desvio de um mesmo objeto, dependendo do ângulo da explosão. Em um dos cenários simulados, a mudança de velocidade foi de 3,9 milímetros por segundo em uma direção, mas de apenas 0,8 milímetro por segundo em outra.
Para outro asteroide analisado, a alteração na velocidade de rotação variou por um fator de 17, dependendo do local atingido.
