O México retirou o embargo aos produtos avícolas brasileiros e manteve a proibição apenas para a produção de Santa Catarina, onde há três focos da doença de Newcastle. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, em nota, a decisão na quinta-feira 30. O veto, adotado em 19 de outubro, abrangia até então todo o Brasil.
"O reconhecimento da regionalização é importante para reduzir os impactos comerciais de ocorrências sanitárias, ao permitir que as restrições considerem a localização do foco e a delimitação das áreas afetadas, preservando o comércio com regiões que atendem aos requisitos sanitários estabelecidos pelos países importadores."
Com a mudança, Uruguai e Malásia são os únicos países que ainda impedem a entrada desses produtos de qualquer região brasileira. Desde o início do surto, o Ministério das Relações Exteriores negocia para que os compradores restrinjam os bloqueios às áreas atingidas, conforme os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
O Mapa defende que a regionalização sanitária preserva as exportações das localidades sem ocorrência da enfermidade. Com base nos embarques de 2025, a pasta estima que a adoção desse critério evitou perdas comerciais potenciais de US$ 954 milhões anuais.
Produtos avícolas de Santa Catarina, no Brasil
Em Santa Catarina, os três focos estão no oeste.
