O programa de videomonitoramento Smart Sampa voltou aos holofotes após o registro de um novo episódio de vazamento de credenciais e links de transmissão de câmeras integradas à plataforma.
Os novos links vazados reuniam em uma planilha de Excel, vídeos e acessos a câmeras de empresas privadas que colaboram com o monitoramento urbano da capital paulista.
Segundo reportagem do portal UOL, a falha comprometeu o sigilo de 17 mil câmeras.
A Prefeitura de São Paulo classificou a divulgação dos dados como “ato criminoso” e anunciou uma abertura de investigações, já a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) notificou o governo municipal cobrando explicações oficiais no prazo de cinco dias úteis.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança (SMSU), a planilha nunca esteve pública na internet. A pasta afirma que tratava-se de um levantamento técnico de cibersegurança iniciado no dia 20 de outubro, a pedido do prefeito Ricardo Nunes e elaborado pela PRODAM (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo) para financiar melhorias nos protocolos de proteção.
A plataforma de gestão de câmeras em nuvem, Monuv, posicionou-se sobre a presença de seus links na listagem. A empresa afirmou que continuará mantendo os controles rigorosos de autenticação e proteção de dados, mas enfatizou que os links foram expostos devido a vulnerabilidades de credenciais no próprio programa municipal.
