O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe, por meio da Presidência brasileira da COP30, um caminho para reduzir a dependência mundial de petróleo, gás e carvão. Ao mesmo tempo, o país reconhece que não pretende abandonar o uso dessas fontes no curto prazo. A posição expõe o desafio de conciliar a transição energética com a manutenção da produção nacional, inclusive na Margem Equatorial.
O mapa do caminho elaborado pelo Brasil foi divulgado nesta 3ª feira (3.nov), em Brasília. O documento propõe que os países identifiquem sua dependência dos combustíveis fósseis em 3 dimensões: consumo de energia, produção de petróleo, gás e carvão e peso econômico do setor. A partir desse diagnóstico, reúne indicadores e medidas para orientar a transição para longe dessas fontes até 2033.
Durante o lançamento, a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, explicou que o documento usa indicadores para medir a dependência de cada país dos combustíveis fósseis e sua capacidade de conduzir a transição.
O mapa também apresenta o Belém Índice de Prontidão para a Transição, que agrupa os países em arquétipos conforme suas condições e capacidades. A classificação busca ajudar os governos a identificar obstáculos e definir medidas adequadas a cada realidade.
A proposta é evitar uma receita única. O mapa do caminho considera que cada país parte de condições distintas e, por isso, precisa avaliar seu próprio contexto antes de definir as políticas que vai adotar.
