A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido apresentado por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para obrigar o ministro a explicar declarações feitas durante um julgamento na Corte.
A decisão, assinada em 29 de outubro, determinou o arquivamento do processo. O pedido foi apresentado por Tagliaferro e dois advogados, que se sentiram atingidos por declarações de Moraes durante o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), na Primeira Turma do STF, em 16 de junho.
Cármen Lúcia: erro na abordagem
Na ocasião, sem citar nomes, Moraes mencionou um réu brasileiro que teria fugido para a Europa depois de pedir que seus advogados deixassem o caso. O ministro questionou se alguém poderia se beneficiar da própria conduta e afirmou que o processo penal não poderia ser tratado como uma "palhaçada".
A defesa de Tagliaferro sustentou que a referência era direcionada ao ex-assessor e contestou as afirmações. Segundo os advogados, ele não fugiu do Brasil, mas reside legalmente na Itália desde abril de 2025, meses antes de ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em agosto daquele ano. Os defensores também afirmaram que não renunciaram ao caso, mas foram destituídos por decisões do próprio Moraes, em março e abril de 2026.
