Os investidores estrangeiros reverteram pouco mais da metade de suas compras de ações brasileiras realizadas no início de outubro, mesmo com a aceleração das vendas após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com o IIF (Instituto de Finanças Internacionais).
Investidores não residentes compraram cerca de US$ 4,2 bilhões líquidos em ações brasileiras durante a primeira quinzena de outubro, depois que o candidato de direita Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno, segundo dados do IIF. Esse valor incluiu US$ 2 bilhões em 5 de outubro, o maior fluxo em um único dia desde 2009.
Os investidores venderam, então, US$ 2,4 bilhões líquidos nas duas semanas seguintes, incluindo US$ 1,4 bilhão nos quatro pregões após a reeleição de Lula, em 25 de outubro.
“Grande parte do capital estrangeiro passou pelo EWZ (fundo negociado em bolsa), o maior fundo brasileiro listado nos EUA, que perdeu cerca de um quarto de suas entradas de capital do início de outubro na semana após a votação”, disse Jonathan Fortun, economista sênior do IIF.
As vendas começaram antes do segundo turno, à medida que as pesquisas se tornavam mais acirradas, mostrando que os investidores já estavam reduzindo sua exposição antes do resultado. As compras líquidas em outubro, no entanto, permaneceram positivas, em cerca de US$ 1,8 bilhão até 29 de outubro, de acordo com os dados.
