Enquanto o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir os rumos da taxa Selic, o mercado vive um momento de incerteza à medida que discute sinalizações do governo sobre os juros praticados no país.
Claudio Frischtak, ex-consultor do Banco Mundial e presidente da Inter.B Consultoria, defende que “com inflação não se brinca em serviço”, de modo que “não há soluções mágicas” para resolver os juros altos do país.
“É uma situação que devemos prestar muita atenção e fazer o dever de casa. Se o dever de casa não for feito, não há ‘bala de prata'”, ressaltou em entrevista ao CNN Money nesta terça-feira (3).
Frischtak reforçou a visão de que a formação atual do Banco Central é de um corpo técnico e responsável. Nesse momento, o presidente da Inter.B define que o dever de casa a ser seguido é o de manter a taxa de juros em 13,75% ao ano.
“A taxa básica, com toda probabilidade, deverá ser e eu acho que será mantida. Temos um Banco Central, de modo geral, muito responsável. Mandato de manter a inflação sob controle”, endossou.
Ele reconhece que o patamar é elevado - sobretudo ao descontar a inflação e considerar o nível dos juros reais -, mas argumenta que o cenário “não é culpa ou responsabilidade do Banco Central”.
“Temos outras fragilidades”, indicou o economista, destacando a incerteza do mercado e o cenário fiscal.
