O mercado financeiro aguarda com atenção as definições sobre o plano econômico do próximo mandato e a escolha do novo ministro da Fazenda.
Para Claudio Frischtak, ex-consultor do Banco Mundial e presidente da Inter.B Consultoria, a simples indicação de um nome, desacompanhada de um programa econômico claro e consistente, não é suficiente para transmitir confiança aos agentes econômicos.
Em entrevista ao CNN Money, Frischtak afirmou que há duas questões interconectadas em jogo: o nome escolhido e o programa a ser apresentado.
“O nome isoladamente, sem um programa crível, não funciona muito bem”, declarou. Segundo ele, também não basta anunciar um programa com nomes de pessoas que nunca acreditaram naquelas propostas.
Nomes cotados e perfil esperado
Frischtak avaliou positivamente dois nomes que, segundo ele, estão “colocados na mesa”. O primeiro é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), descrito como alguém que atuou como secretário de Fazenda por sete anos, exerceu o cargo de governador por mais de quatro anos e foi reeleito com cerca de 71% dos votos.
O segundo é o vice-presidente Geraldo Alckmin, apontado como uma pessoa “historicamente muito responsável”, que teria sido governador duas vezes no estado de São Paulo e compreenderia a importância do ajuste das contas públicas.
“Qualquer um dos dois nomes seria, me parece, muito bem recebido, desde que acompanhado de um programa crível e com apoio explícito do presidente”, afirmou Frischtak.
